quarta-feira, 15 de março de 2017

Amante da fantasia - Cap. 96


- Talvez. - respondeu, embora sem admitir a ideia. Não tinha intenção de desistir de seu trabalho. - Então, aonde você gostaria de ir primeiro?


Ele deu de ombros com indiferença.


- Tanto faz.


- Vamos ao aquário. Pelo menos lá dentro tem ar-condicionado.


Pegando o braço dele, conduziu-o pelo estacionamento e pelo calçadão até o aquário. Arthur permaneceu em silêncio enquanto ela pagava os ingressos e o levava até o interior do edifício.


Ele não falou mais nada até eles chegarem ao túnel de água que permitia que observassem as diferentes espécies de criaturas marinhas em seu hábitat natural.


- Incrível! - Arthur sussurrou, encantado, observando a enorme arraia que nadava sobre a sua cabeça.


O olhar dele lembrou-a o de uma criança. A luz que brilhava nos olhos verdes aqueceu o coração de Lua. De repente, seu pager começou a tocar.


Ela praguejou, até ver o número. Alguém estava ligando de seu consultório em um sábado? Estranho.


Tirando o celular da bolsa, ela telefonou para lá.


- Oi, Lua. - Beth cumprimentou-a ao atender o telefone. - Escute, estou aqui no consultório. Alguém invadiu o lugar ontem à noite.


- Não! Quem faria uma coisa dessas?


Lua viu o olhar curioso que Arthur dirigiu-lhe. Sorriu de leve para ele enquanto ouvia a resposta de Beth Livingston, a psiquiatra que compartilhava o consultório com ela e com Luanne.


- Não tenho ideia. Mandaram uma equipe de peritos e eles estão aqui recolhendo impressões digitais. Pelo que vi, nada importante foi levado. Você tem algo de valor na sua sala?


- Só o meu computador.


- Ainda está aqui. Algo mais? Dinheiro ou outra coisa?


- Não. Nunca deixo nada de valor aí.


- Espere um pouco. O policial quer falar com você.


Lua esperou até ouvir a voz de um homem.


- Dra. Blanco?


- Sim.


- Sou o policial Silva. Parece que alguém levou o seu arquivo de contatos e algumas pastas. Tem ideia de quem poderia querer isso?


- Não. Precisa que eu vá até aí?


- Acho que não. Basicamente, estamos recolhendo digitais, mas se pensar em algo, por favor, telefone para a gente.


Ele devolveu o telefone para Beth.


- Você precisa de mim? - Lua perguntou.


- Não. Não há nada que você possa fazer. Na verdade, é bastante chato.


- Certo. Não deixe de me ligar se precisar de alguma coisa.


- Farei isso.


Lua desligou o telefone e colocou-o na bolsa.


- Há algo errado? - Arthur perguntou.


- Alguém invadiu meu consultório ontem à noite.




Continua...

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