sábado, 25 de março de 2017
A Bela e A Fera - Cap. 5
Desculpe-me. Vou para outro lugar.
Arthur suspirou, desejando virar e fitá-la nos olhos.
— Não quero que sinta que precisa afastar-se de onde estou.
— Mas é exatamente o que quer. Preferia que eu não estivesse aqui, não é mesmo? — Ela viu que os ombros dele enrijeciam. — O mínimo que podemos fazer é ser honestos um com o outro.
Arthur apertou os lábios, suspirando mais uma vez.
— É verdade. Mas posso garantir que não me importo de não ter mais a casa só para mim.
— Não precisa se esconder.
— Eu não me escondo. Escolhi este estilo de vida, srta. Blanco, e nos últimos quatro anos aprendi que é a melhor maneira de viver.
— Quer dizer, a mais fácil.
— Nada é fácil para mim, senhorita.
— E quanto a sua filha? Ela espera encontrar o pai. Precisa de carinho e conforto. Perdeu a mãe.
O peito de Arthur apertou-se ao pensar na tristeza de Sofia, e como gostaria de confortá-la.
— Foi por isso que a contratei, srta. Blanco .
— E não se importa com ela?
Como podia dizer a Lua que ao saber da existência da filha, poucas semanas atrás, sentira raiva da mãe de Sofia, por abandoná-lo, carregando no ventre o bebê que era deles, por não lhe dar uma chance de conhecer a criança, antes de lhe tirar tudo que tinha. O amor pela mulher desaparecera quando ela partira, abandonando-o quando ele mais precisava, condenando-o à prisão e ao isolamento. Como podia esquecer o passado?
— Eu me importo. Muito. Mas mal tive tempo de me acostumar com a idéia de que sou pai. — Ele começou a andar para a garagem.
— É bom se acostumar — disparou Lua, enquanto ele se afastava. — Depois de amanhã ela estará aqui, querendo vê-lo, e como poderei explicar que o pai não quer encontrá-la?
— Diga a verdade — respondeu ele, sem parar de andar. — Que o pai não quer ser mais uma fonte de pesadelos para ela.
A resposta deixou-a sem ação, e antes que pudesse pensar no que dizer, ele tinha desaparecido. Virando-se, ela fitou Micael.
Acho que as coisas não correram muito bem, não é? Micael observou-a atentamente, como se estivesse avaliando cada detalhe, e Lua não saberia dizer qual fora a impressão do homem, já que sua expressão continuava impenetrável.
— Não, madame.
— Sou Lua Blanco
— O sr. Aguiar disse.
— E o que mais ele falou a meu respeito?
A expressão de Micael continuou impenetrável, e ele virou-se para arrumar as pilhas de madeira. Por certo precisariam delas para aquecer-se nas noites de tempestade, imaginou Lua, pensando em como o castelo de pedra devia ser frio no inverno.
— Todos na cidade têm uma imagem errada dele. Mas já deve saber disso, não é? — Ela admirava o fato de o caseiro respeitar o segredo de Aguiar, mesmo exposto à curiosidade de todos.
Miicael arrumou mais uma pilha
Lua — corrigiu ela, virando-se para a casa e acrescentando: — Estou esperando que entreguem as compras. Assim, acho melhor recolocar aquela expressão séria no rosto. Afinal, é o que todos esperam, não é mesmo?
Micael olhou-a afastar-se, lutando para esconder um sorriso.
— Sim, senhora.
— Poderia ao menos me dizer como é a rotina dele? Assim poderei ficar fora do caminho.
Micael afastou o boné para trás, fitando-a por alguns instantes, antes de falar:
— Não.
Continua...
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Bom Gente antes de postar, quero dar alguns avisos. *Eu li a história e adaptei para o casal LuAr. *Todos os créditos a autor...

O design do blog ficou ruim para ver quando vc posta algum capítulo das webs, o outro (antigo design) estava melhor pra quem acessa pelo celular
ResponderExcluirObrigada, vou ajeitar isso.
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