segunda-feira, 27 de março de 2017

Amante da fantasia - Cap. 113


- É mesmo? - Ela se afastou da espada.


- Sim.


Lua olhou para a cama, franzindo o cenho com severidade.


- Por que estão aqui?


- Não sei.


- Quem os enviou?


- Não sei.


- Bem, isso não é muito útil.


Arthur não pareceu notar o sarcasmo. Ele passou a mão pelo objeto como um pai carinhoso que encontra um filho perdido há muito tempo. Então, ele pegou a espada e colocou-a sob a cama.


- Não se esqueça de que está aqui embaixo. - disse com firmeza. - Assegure-se de nunca tocá-la. - Com a testa franzida, voltou a olhar para o escudo. - Minha mãe deve tê-la enviado. Só ela ou um de seus filhos poderia ter feito isso.


- E por que ela faria isso?


Arthur estreitou os olhos ao lembrar-se do restante da lenda da espada.


- Tenho certeza de que ela a enviou para o caso de eu ter de enfrentar Príapo. A Espada de Cronos também é chamada de Espada da Justiça. Não vai matá-lo, mas vai fazê-lo ocupar o meu lugar no livro.


- Está falando sério?


Ele anuiu.


- Posso tocar o escudo?


- Claro.


Lua passou a mão pelo trabalho incrustado em negro e dourado que formava a imagem de Atena e sua coruja.


- É lindo. - ela murmurou com admiração.


- Kyrian mandou fazê-lo e me deu de presente, quando me tornei comandante.


Ela tocou a inscrição sob Atena.


- O que diz aqui?


- A morte antes da desonra. - ele respondeu, com as palavras prendendo-se em sua garganta.


Sorriu com melancolia ao lembrar-se de Kyrian em pé ao seu lado durante as batalhas.


- No escudo de Kyrian estava escrito: O espólio ao vencedor. Ele costumava encarar-me antes da luta e dizer: Você fica com a honra, Poncho, e pode deixar as recompensas para mim.




Continua...

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