- É mesmo? - Ela se afastou da espada.
- Sim.
Lua olhou para a cama, franzindo o cenho com severidade.
- Por que estão aqui?
- Não sei.
- Quem os enviou?
- Não sei.
- Bem, isso não é muito útil.
Arthur não pareceu notar o sarcasmo. Ele passou a mão pelo objeto como
um pai carinhoso que encontra um filho perdido há muito tempo. Então, ele pegou
a espada e colocou-a sob a cama.
- Não se esqueça de que está aqui embaixo. - disse com firmeza. - Assegure-se
de nunca tocá-la. - Com a testa franzida, voltou a olhar para o escudo. - Minha
mãe deve tê-la enviado. Só ela ou um de seus filhos poderia ter feito isso.
- E por que ela faria isso?
Arthur estreitou os olhos ao lembrar-se do restante da lenda da espada.
- Tenho certeza de que ela a enviou para o caso de eu ter de enfrentar
Príapo. A Espada de Cronos também é chamada de Espada da Justiça. Não vai
matá-lo, mas vai fazê-lo ocupar o meu lugar no livro.
- Está falando sério?
Ele anuiu.
- Posso tocar o escudo?
- Claro.
Lua passou a mão pelo trabalho incrustado em negro e dourado que formava
a imagem de Atena e sua coruja.
- É lindo. - ela murmurou com admiração.
- Kyrian mandou fazê-lo e me deu de presente, quando me tornei
comandante.
Ela tocou a inscrição sob Atena.
- O que diz aqui?
- A morte antes da desonra. - ele respondeu, com as palavras
prendendo-se em sua garganta.
Sorriu com melancolia ao lembrar-se de Kyrian em pé ao seu lado durante
as batalhas.
- No escudo de Kyrian estava escrito: O espólio ao vencedor. Ele
costumava encarar-me antes da luta e dizer: Você fica com a honra, Poncho, e
pode deixar as recompensas para mim.

Muito bom
ResponderExcluirCada dia mas adorando a web
Ass: katty